em 30 de outubro de 2018

E dando sequência às nossas entrevistas com os nomes de maior representatividade do nordeste, esse mês a Oxente traz o DJ Potiguar, Flávio Álvares (Alvarez) que representa melhor que ninguém a região, tendo passado por praticamente todos os estados do Nordeste e pelos maiores eventos como Warung Tour, Cafe de La Musique, Só Track Boa, Sommos,HedKandi, Finally i’m solto e muitas outras, além de recentemente ter se apresentado com sua dupla Kevin Luke no Sziget Festival na Hungria representando o Brasil.

Oxente: Flávio, você é um nome forte na cena nordestina e representa muito bem o Rio Grande do Norte, mas para dar embasamento ao nosso público, como começou essa jornada?

“Comecei a tocar em 2014, foi quando eu fiz meu curso de DJ com Ak Baumgartner e assim, era uma vontade que eu já tinha, fã de música eletrônica em geral, escutava muito Psy quando mais novo, e aí veio o Álbum de David Guetta acho que em 2008, não lembro o nome do álbum, mas tinha Lounder, Memories e isso me fez ficar apaixonado por House em geral.”

Oxente: Você acompanhou e viveu de perto a repaginada musical no Brasil, como isso aconteceu para você?

“Em 2014, eu fui à uma festa em Recife e tive a oportunidade de conhecer o Alok, não gosto de rotular nada, mas na época ele ainda era Underground, não era um artista pop e no line eram Alok, Gabe e Rafael Carvalho. E tive a oportunidade de ir lá ouvir o que a galera chamava de New Techno. (…) Então eu trouxe aquele som e outros DJs começaram a tocar e foi quando eu comecei a migrar pro Tech House.

Oxente: Flavio, você comenta muito sobre a flexibilidade de seus projetos, tanto solo quanto com o LUKE + ALVAREZ – que é sua parceria de longa data com Kevin Luke – o que pode-se dizer sobre isso?

“Hoje em dia, as produções que mais me agradam, realmente são as de Tech House, mas dependendo do meu lugar no line-up eu dou uma variada. Podendo tocar um pouco mais Deep, Afro House, até um pouco mais Progressivo. Tudo depende do meu lugar no line-up.”

Oxente: E hoje em dia, como você define o que você faz?

(…) Eu tento fazer aquela pegada que você já viu, tento botar o que eu gosto mesmo, que é o Tech House, o House Funkyado, misturando algo que eu acho que faça a pista, querendo sair da mesmice, sem fazer o que os outros já fazem, tipo… como na Sommos por exemplo:

Eu e Kevin pegamos a pista depois de Vintage e Bruno Be. Qualquer outro DJ chegaria e tocaria Brazilian Bass e “pronto” ia dar certo. Mas a gente fez do nosso jeito, tocamos Tech House, puxamos uns Progressive House antigos e enfim, agradou a galera sem fazer oque os outros fazem.

(…) Warung Tour e Finally i’m Solto são festas totalmente opostas, mas que eu consegui fazer pista em todas. (…) E isso pra mim é o reconhecimento do que eu tento fazer.

Oxente: Como foi a experiência no Sziget Festival, na Hungria?

“Foi a melhor experiência da minha vida inteira, eram mais de 10 palcos e no meu palco – eu não gosto de usar esse termo mas.. – Era um palco de música eletrônica Underground, e na hora do meu set com o Kevin, tava rolando Lana Del Rey pra 75 mil pessoas no Mainstage, nosso palco era para aproximadamente 5 mil pessoas.

Quando começamos o set, estava 60% da pista cheia, e imaginei que não iria bombar por causa da Lana Del Rey ser no palco vizinho, mas nosso stage só fez encher e antes da metade do Set nosso palco já estava 100% preenchido e fui muito bem tratado, a galera recebeu nosso som muito bem.

Foi o lugar que eu pude mandar o som que eu realmente acredito e gosto, lá eu pude mandar um tech house bem percussivo quase Afro House, alguns mais melódicos e enfim…

Quando acabei o Set eu fui pro camarim e comecei a chorar. Foram 5 à 10 minutos chorando. Realizado, por que se no outro dia eu tivesse que parar de tocar por algum motivo, aquilo ali já fez valer a pena. (…)

Oxente: Após a Eurotrip e a data marcante no Sziget Festival, quais são os planos?

“Os planos envolvem várias coisas mas… continuar o que já estou fazendo, que são pequenas festas, trazendo alguns DJs e alimentando a cena local, em contrapartida também indo tocar em outros lugares através desses DJs e de outras galeras também que seguem meu trabalho. Continuar minha linha de pensamento de não me prender a gênero nem rótulo nenhum e o que vai colar tudo é a questão da produção. Eu tô com o Kevin batalho nisso para próximo ano no primeiro semestre a gente lançar nossa primeira música, e eu acho que aí vai ser um divisor de águas.

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