em 30 de março de 2019
Entre ruas, avenidas e travesas chegamos ao tão inusitado Beco. Situado ao lado de uma das principais avenidas de Natal/RN, no bairro icônico da Cidade Alta, encontramos o BECO DA LAMA.

Beco da boêmia, do samba, do comércio, da agitação, da juventude e da música eletrônica.

O Beco da Lama que foi recentemente revitalizado, já carrega a fama entre os clubbers de Natal a mais de um ano. Seu strobo natural criado por meio de um irônico “defeito” no poste, marca a pista de dança dos fãs de House Music todas as Quintas-feiras próximo ao Bar da Meladinha, surgindo assim, este que veio ser o pilar para um novo movimento de cultura Clubber na cidade, o SOUNDJ.

O SOUNDJ além de semear e cultura da música eletrônica de forma democrática, une tribos e serve de porta de entrada para muitos espectadores que acabam parando na famosa encruzilhada do bairro da Cidade Alta.

Este ano, um novo passo foi dado. E uma atenção especial para criação do Bloco ACORDA, CLUBBER. Que contou com o apoio do SAMBA (Sociedade dos Amigos e Amigas do Beco da Lama)
E organização de Frank Aleixo,  Felipe Galdino e Gegê.

Foto: Alessandra Dutra | Acorda, Clubber ~ O Bloco ~

 

 

A abertura do SOUNDJ e do bloco Acorda, Clubber proporcionou um impulsionamento e interesse para a cena de House Music, Techno demais vertentes Undergrounds da Cidade.
O resultado encontra-se no sucesso das produções mais recentes como a HoussacaHouse Nation Party e We Like Techno.

HouseNation Party

Foto: Alessandra Dutra | HouseNation Party

Além da produção do House is a Felling, Documentário independente contando toda essa trajetória da House Music em Natal/RN,  assinado pela produção da House Nation Party.
Frank Aleixo A.k.a PajuxFrank, é DJ e Produtor de algumas dessas noites agitadas e nos revelou a importância do desenvolvimento dessa cena.

“Acho que a grande mudança que essas festas na rua ocasionaram pra cena, foi a democratização da House Music, querendo ou não, apesar de ser um som que tem origem nas periferias, na comunidade LGBT e tudo mais, durante os últimos anos, ele passou por um processo de elitização muito grande. E aí a partir do momento que você coloca um som na rua, você democratiza, expõe essa sonoridade pra um público bem mais abrangente e de uma maneira bem mais despretensiosa.

A galera muitas vezes está só passando e acaba sendo fisgado ali pela música que tá rolando naquele momento e fica, sabe?! E isso faz com que o público se expanda e se torne mais diverso e as pessoas inclusive vão trazendo informações de outros estilos. “

Comentários

comentários